Trilhas

Vez ou outra, surge a indagação: qual a diferença entre caminhada, trekking e expedição? Existiria um padrão para identificá-los e diferenciá-los ou poderíamos utilizar indistintamente cada termo para denominar uma caminhada ao ar livre?

Os puristas costumam diferenciar essas atividades segundo o grau de dificuldade, a distância a percorrer e o tempo e o esforço físico que se despende para realizá-las.

De forma superficial, poderíamos chamar de caminhada a atividade desenvolvida em meio à natureza que possua baixo grau de dificuldade, que possa ser realizada em um único dia e que não se despenda muita energia para sua realização. São caminhas realizadas em trilhas bem demarcadas. Em geral podem ser realizadas apenas portando uma mochila de ataque contendo água e um pequeno lanche.

O trekking, por sua vez, é caracterizado por uma caminhada que envolve diferentes níveis de dificuldade, como trilhas não demarcadas, desníveis acentuados e matas fechadas e que demandam para sua realização um grande esforço físico. Em geral são atividades realizadas em mais de um dia e que exigem uma mochila cargueira para levar mantimentos e roupas, uma vez que, não raras vezes, é necessário dormir em barracas e fazer a própria comida.

O conceito de expedição normalmente é reservado para caminhadas ou trekkings de longa duração, em geral acima de 5 dias. Nesse tipo de atividade a dificuldade está normalmente atrelada ao tipo e à distância do percurso, ao tempo despendido para sua realização, bem como, ao tipo de alojamento. Vale dizer, pode-se fazer uma expedição de 200 km em 10 dias, percorrendo-se 20 km por dia, pernoitando-se em pousadas e tendo sua bagagem transportadas em veículos auxiliares. Esta é seguramente uma expedição de nível moderado. Entretanto, seria uma expedição de nível pesado se fosse feita com mochila cargueira e dormindo em barraca. Certamente ao final da expedição estaríamos extenuados.

Mas, afinal, é importante sabermos a diferença conceitual entre caminhada, trekking e expedição? Penso que não. Deixemos essa discussão para os puristas, o que, definitivamente, não é o meu caso. Podemos, sem qualquer prejuízo, utilizar indistintamente qualquer dos conceitos ou simplesmente, como costumo fazer, denominar todas essas atividades simplesmente como caminhadas, diferenciando-as pelo nível de dificuldade.

O importante, ao fim e ao cabo, é conhecer previamente o nível de dificuldade da caminhada que vamos empreender a fim de que possamos estar preparados para realizá-la, seja quanto ao preparo físico seja quanto aos equipamentos necessários à sua realização.

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